Andar a pé

Caminhada rural: Trajeto Irerê - Paiquerê (PR)

Os maiores momentos de reflexões que tenho, é quando estou a pé, a caminho de casa ou trabalho. Indo para trabalho, as metas do dia. Voltando para casa, a reflexão. Erros, decisões e sobre qual rumo estou “andando”, fazem parte desses trajetos da cidade. Já ouvi de outros, que esse momento em geral é na hora do banho, comigo porém, é no andar. Isso começou já na época do colegial, quando não teríamos a ultima aula. Juntava com meu amigo Emanuel, andávamos o centro todo até o terminal central, conversando besteiras e teorias insanas. Quando você caminha com alguém que é chegado, sem as distrações tecnológicas e com o único foco de chegar em algum lugar, conversar se torna um prazer, pois nessas conversas em meio a andanças, em geral conhecemos um ao outro.

Houve um tempo, quando tentei abrir um escritório de design, que para ter menos custos, eu voltava a pé depois do expediente. Cerca de 40/50 minutos do centro de Londrina até o Shopping Com tour, onde ao chegar pelas ruas onde o comercio já estava fechado, em torno das 18:20, e a única coisa dentro de um padrão era o transito da hora do rush, lá estava minha mente tentando reorganizar o caos das reflexões acerca da existência e do propósito dos dias. Alguns podem achar isso absurdo, andar a pé pra lá e prá cá, mas quando fico muito tempo sem essas andanças, parece que algo me falta, como disse Henry David Thoreau em seu livro Andar a Pé : “Acho que não consigo preservar minha saúde e meu ânimo se não passar quatro horas por dia, pelo menos – e geralmente é mais do que isso -, vagando através das matas, dos morros e dos campos, absolutamente livre de todos os compromissos terrenos.” Eu não ando tanto tempo assim, como disse já disse acima, e nem tenho andado em morros e campos. Mas já fiz isso em outros momentos porém com o intuito de estar na natureza, citando novamente Andar a pé: “Claro que não vale de nada dirigir nossos passos para os bosques se eles não nos levam para lá. Fico alarmado quando acontece de eu ter caminhado uma milha bosque adentro, sem entrar lá em espírito.”

Quando estou dirigindo, já não é possível refletir tanto assim, pois é preciso ter um atenção focada, assim também não acontece quando estou em um ônibus ou de carona com alguém, porém, quando caminho de volta para casa, sozinho, é que vem o turbilhão de pensamentos solitários, e ideias em amadurecimento, de repente no meu diário caminho de Emaús, ‘Jesus aparece e junta-se a mim, caminhando ao meu lado, e me pergunta: “O que é que vos preocupa assim?”’ (Lucas 24:15-17). E é nessas caminhadas que reflito sobre a vida, pois, além Dele estar comigo no caminho, Ele é o próprio caminho.

“Em cada passo que eu der, em cada estrada que eu trilhar Todo caminho que escolher a sua mão me guiará E cada vez que eu desviar Senhor me ajude a te encontrar Pois cada vez que me chamar eu quero seguir”

O cardápio, por favor

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Ano passado, fui pra São Paulo pela primeira vez. Fui para Pixel Show, que acontece todo ano na cidade. No mesmo pacote, foi a minha primeira viagem de avião, primeira vez que fiquei em um hostel. Foi uma experiencia bem legal. Eu caipira, pegando um metrô, seguindo a apenas a dica anunciada no site do hostel: “próximo ao metrô da Faria Lima”. Como havia chego perto das 11 horas, quis procurar um lugar para comer. A pessoa que me atendeu no hostel, disse que havia um shopping ali perto, e então parto em minha “aventura” em busca do primeiro almoço em São Paulo.
Chegando ao shopping, muito maior que os que tem aqui em Londrina, tenho que enfrentar uma dificuldade minha, que é entrar em um estabelecimento desconhecido, e desacompanhado. Normalmente quando enrolo o máximo que posso para entrar em uma loja de roupas, que não seja uma das que estou acostumado a entrar. Logo, o shopping enorme, em uma cidade enorme, já me causava a sensação de que ia dar alguma coisa errada.
Com algum esforço e mesmo assim não conseguindo ficar natural, cheguei a praça de alimentação, olhei a multidão, reconheci a placa: “Subway”.

“Um Frango teriyaki, pão de aveia e mel de 15cm. Alface, rúcula, tomate e azeitona. Cebola agridoce, mostarda e orégano. Um chá gelado e um cookie de gotas de chocolate.”

Poucos minutos depois, estava sentado, comendo o sanduíche que mais gosto do subway, me sentindo em casa.
Me sentindo em casa?

Foi aí que olhei para os lados, e vendo aquele aglomerado de pessoas, e franquias conhecidas, é que percebi o seguinte: Era como se estivesse visitando algum shopping novo, em Londrina mesmo. Não havia novidade, Burguer King, Mc Donalds, Cinemark, Subway. Tava tudo lá, e as que eram diferentes, eram apenas versões concorrentes.
Não quero ser Xiita ao dizer que a globalização estraga nosso dia-a-dia. Talvez você more em uma cidade pequena, assim como já morei um dia, e ficou ansioso em comer o Mc Donalds pela primeira vez, não há nada de errado nisso, pois bem como disse, gosto muito do Frango Teriaki, ainda mais no dia da promoção, e na pior das hipóteses, almocei algo que eu não iria correr o risco de não gostar. Mas, e a experiência de conhecer coisas diferentes do local o qual estou acostumado? Por sorte, no ultimo dia, eu pude experimentar o famoso sanduíche de mortadela da Mercado Municipal, que por sinal, recomendo muito.

Semana passada voltei a São Paulo. Havia ido fazer um curso de Arquitetura de Informação, da Mergo, lá foram formados vários grupos, com pessoas desconhecidas, com o objetivo de criar um mini projeto, para exercitar na prática a teoria que nos foi passada. Chegada a hora do almoço, a galera começou a escolher algum lugar pra ir, e eu logo disse: vamos em algum lugar que não seja franquia, algum lugar pra ficar na memória. Acabamos indo em um restaurante, desses que tem mesas na calçada, muito comum em São Paulo. O garçom nos trouxe o cardápio, almoçamos a la carte, o garçom fez brincadeiras, conversamos sobre design. Quando expliquei sobre o por que preferia ir em algum restaurante, qualquer que fosse, menos franquia, o legal foi uma das pessoas ouvir e falar: sabe que eu nunca tinha pensado nisso?

A maioria das vezes, não gostamos do desconhecido. Da loja com vitrine aparentemente chique demais para o nosso bolso. Do restaurante que nunca almoçou. Daquela pessoa desconhecida no ponto de ônibus. De tirar pra dançar aquela menina que nunca vimos antes. Acabamos por nos fazer movimentos de trapaça, e permanecer na nossa zona de conforto. Mas as vezes valeria mais contar pros seus amigos que comeu em um lugar horrível, e fazer piada daquilo numa roda de bar, do que simplesmente falar: ah, comi um Big Mac.

Bom, se você algum dia vir a Londrina, não deixe de: Tomar um suco na rodoviária, comer bolinho de carne no Bar do Lorena, tomar um sorvete da Freddo (que eu saiba só tem aqui e em Curitiba) ou ainda visite o blog Baixa Gastronomia.

PS: ainda não foi dessa vez que eu experimentei o Starbucks :(

Virando o disco

As vezes em nossa vidas, acontecem coisas do tipo que descreveriam situações em filmes ou livros. Por exemplo, hoje, dia 30 de Junho, encerro uma etapa e me preparo para o início de uma nova fase em minha vida, justamente no primeiro dia da segunda metade do ano. É como mudar o lado do disco, para ouvir a segunda parte, a segunda metade, um recomeço de ano, sem a necessidade de chegar Dezembro para pensar o que farei a seguir.

No começo do ano, resolvi montar esse blog, para me auto desafiar, a ideia era (ainda é) fazer vários mini desafios, para que me fizesse melhorar como pessoa em vários aspectos. Infelizmente acabei quebrando alguns propósitos, porém conquistei alguns novos. Um dos propósitos era relatar essas mudanças aqui, que no caso, foi um dos que foram quebrados.

O primeiro trimestre foi conturbado: término de relacionamento; aproximação dos 30; sentimento de desvalorização profissional, entre várias outras coisas. E então, existe um momento em que você olha para o espelho e analisa os erros cometidos na vida, olha para os lados, e em frações de segundos, passam diversos pensamentos em nossa mente, e de repente levantamos da cadeira e pedimos demissão.

"Como viemos parar aqui?" (Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)

“Como viemos parar aqui?” (Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)

A ideia era aprender a fazer pulseiras e vender na praia, e viver do que o mar me trazer (risos), mas no lugar disso resolvi começar um plano de pequenas mudanças, e fazendo um balanço do que aconteceu até aqui, percebi que esse ano tem sido bem produtivo.

  • Comecei a praticar Slackline;
  • Iniciei aulas de dança Rockabilly;
  • Estudei um mês seguido sobre SEO (Otimização de sites para sistema de buscas);
  • Estudei e pratiquei diagramações no Indesign;
  • Tirei careira de motorista (sim, só agora);
  • Iniciei estudo em CakePhp, no lado do Backend;
  • Iniciei uma Especialização na Uel (que está parada a quase dois meses, obrigado, Beto Richa!);
  • Voltei a estudar música (prática e teoria);
  • Comprei um ukulele;

Se for analisar, em um tempo de 3 a 4 meses, até que fiz bastante coisa. Quando olhei no espelho e vi que haviam se passado alguns anos, sem uma evolução aparente, saí fazendo tudo que me aparecia na frente. Os itens das lista, me ajudaram a cultivar melhor algumas amizades, e outras histórias tem sido se originado, entre elas, a que começa amanhã, na virada do disco. Mas esse é um assunto pra outro post. Apenas vire o disco e ouça a música que virá a seguir.

“Estou aprendendo a andar de novo, Você não vê que já esperei tempo bastante? Por onde devo começar?”

O ano novo me desafia

Olá pessoas!

Se tinha uma coisa que eu não gostava na escola, era a tal da redação. Nunca me dei bem em expressar ideias e acredito que isso influencia minha vida até hoje. Se preciso criar frases, textos ou até comentários em posts, sempre me enrolo e tenho a impressão que escrevi algo totalmente diferente do que está na minha cabeça.

No entanto, chega uma hora que precisamos ultrapassar nossos limites.

Resolvi escrever este blog e admito que será um grande desafio. Juntando com minha dificuldade de expressão, tenho ainda a necessidade de aprovação alheia. O que me intimida quando quero mostrar uma ideia mirabolante e a pessoa me olha com cara de pastel. Fico frustado com a impressão de não gostaram do que eu propus.

Inicio este blog paralelamente a famosa crise dos 30. Na verdade, esta foi antecipada antes dos 29, cheio de contantes reflexões do que tenho feito, e onde tenho ido. Com isso em mente e com a leitura de dois livros, “O poder dos Inquietos” e “Pare de se sabotar e dê a volta por cima“, resolvi que, antes dos 30, iniciarei mudanças na minha vida, com propósito de crescimento pessoal, intelectual, social entre outros.

Este blog servirá para eu treinar escrita através de resenhas, conceitos adquiridos, e tudo mais que vier a minha cabeça. A princípio já formalizo aqui que este ano tentarei seguir os desafios “52 livros por ano“, além de algumas variações como, 52 filmes por ano.

Que você possa embarcar junto nessa minha jornada pessoal.